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A chegada do outono e a Covid-19; ouça o podcast

Professora da Faculdade Santa Marcelina responde as dúvidas de ouvintes sobre gripe, resfriado e coronavírus

Passado o primeiro mês de quarentena no estado de São Paulo, o outono chegou. E com a chegada dessa estação, as doenças respiratórias tendem a aumentar, assim como o medo de ficar doente neste período de temperaturas mais amenas no meio da pandemia da Covid-19

Tendo por foco levar ainda mais informações aos seus ouvintes, o “Em Quarentena” dedicou este episódio para tirar as principais dúvidas sobre gripe, resfriado e coronavírus. Para responder e esclarecer todas essas questões, o podcast da Agência Mural contou com a ajuda de Maria Cláudia Moreira da Silva, professora de enfermagem e emergência na Faculdade Santa Marcelina. 

Quem fez a primeira pergunta foi Claudinei, de Carapicuíba, na Grande São Paulo. “Com a chegada do outono, as pessoas ficam gripadas mesmo ou é só impressão?”. (ouça a partir de 00:58) 

Maria Cláudia respondeu que as doenças respiratórias costumam se agravar durante as estações do outono e inverno. “Isso ocorre porque a maioria tende a manter as janelas e os vidros fechados devido ao frio. Esse fato aumenta a transmissão de micro-organismos por vias respiratórias, já que o ar circula menos”. (a partir de 01:02)

Helena, que mora em Itapeva, no interior de Minas Gerais, resgatou uma questão que muitos tem curiosidade. “É verdade que tomar friagem e coisa gelada pode dar gripe e resfriado?”. (ouça em 01:50)

A professora afirmou que não existe uma comprovação científica de que a friagem ou o consumo de alimentos gelados causem gripe, já que a transmissão é respiratória.

“O frio provoca o ressecamento das vias aéreas, facilita com isso inflamações e infecções nessa região, além da tendência da aglomeração de pessoas em tempos mais frios. O vírus tende a se proliferar e circular melhor nas temperaturas mais amenas”. (em 01:57)

Camila, que mora em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, enviou uma dúvida que é bastante comum entre as pessoas. “Quais as principais diferenças dos sintomas da gripe e da Covid-19?”. (em 02:38)

A especialista pontuou que os principais sintomas do coronavírus são febre alta, tosse e dificuldade para respirar ou falta de ar. “A sintomatologia da Covid-19 se apresenta quase que igual a da gripe só que com agravantes ou com sinais de comprometimento da função pulmonar. Como a falta de ar, cansaço e até a incapacidade de realizar suas atividades normais. Além de febre e tosse seca”. (em 02:43)

A morada de Guarulhos compartilhou que não estava se sentindo muito bem, mas ainda não tinha apresentado febre. Por conta disso perguntou se poderia tomar remédio. 

Então, a professora reforçou que automedicação não é indicada. “O ideal seria procurar auxílio médico, principalmente, no caso da sintomatologia mais grave, pois a automedicação pode inclusive mascarar os sintomas da doença, como a febre”. (em 03:24)

Rafael, de Itaquera, na zona leste de São Paulo, enviou uma dúvida relacionada à crianças. “Como eu me previno e posso prevenir as crianças para não ficarem gripadas? Elas são mais propensas a ter gripe e por quê?”. (em 03:52)

A especialista explicou que as crianças são bastante propensas a contrair a gripe, não só pela proximidade com os adultos, mas entre elas mesmas.

“Muitas vezes apresentam tosse e coriza e acabam transmitindo, inconscientemente, por meio do toque das mãos, toque no nariz e rosto, espalhando os germes e a secreção por meio de superfícies e brinquedos. Ou mesmo quando tossem muito próximas de outras crianças”. (em 04:00)

Sobre as medidas preventivas para as crianças a especialista apontou que elas são semelhantes a dos adultos. “Porém, nos casos das crianças deve-se redobrar a vigilância em relação à saída de secreção pelas narinas. É indicado a higienização mais frequente, não só das mãos, mas do rosto. E manter o ambiente mais arejado”.  (em 04:37)

A doutora finalizou o episódio enfatizando porque é recomendável se vacinar contra a gripe, mesmo ela não protegendo contra a Covid-19. “A grande vantagem é que uma vez a pessoa estando imunizada contra o vírus influenza, ficaria mais fácil o diagnóstico e o direcionamento terapêutico caso ela seja infectada pelo coronavírus”. (em 05:43)

Ouça este bate papo completo no Em Quarentena #20: A chegada do outono e a Covid-19.

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Redação

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