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‘Fanáticas do Vila’: as mulheres dentro e fora do futebol de várzea em Pirituba

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Por Redação | 25.07.2018

Publicado em 25.07.2018 | 12:03 | Alterado em 22.11.2021 | 15:43

RESUMO

Final de campeonato entre times da zona oeste de SP contou com árbitras em campo e torcida feminina organizada

Tempo de leitura: 3 minutos

“Lugar de mulher é em qualquer lugar. É onde ela tiver vontade de estar. Onde tiver capacidade de estar”, afirma Núbia Leite, 40, sobre sua profissão: árbitra assistente. Ela era uma entre os quatro árbitros em campo durante a final da 4ª final Comercial masculina de futebol de várzea, no último dia 17 de julho, em Pirituba, zona noroeste de São Paulo.

“Comecei na várzea e fui pro profissional. Fiz [arbitragem em jogos do] São Paulo, Palmeiras, Corinthians. Aqui é que nem um clássico, não tem diferença”, emenda a ex-jogadora, enquanto hinos dos times finalistas, Biquinha F.C. e Vila Nova F.C, eram entoados entre o barulho de fogos, vuvuzelas e duas baterias.

Apesar de a final ser de um campeonato masculino, as mulheres foram o destaque não só dentro, mas fora do campo. Colega de Nubia, a também árbitra assistente, Luciana da Silva, 37, comemora a presença feminina nesses espaços.

“Vejo muitas mulheres jogadoras e fãs de futebol. É bom para gente, para acabar com discriminação e o preconceito”, diz ela, que afirma ter se interessado pela várzea ainda na infância.

“Jogava futsal até começar na arbitragem. O futebol amador está evoluindo, trazendo as mulheres, as crianças e as famílias para dentro do jogos”, completa Luciana, que também atua como auxiliar administrativo.

FANÁTICAS DO VILA

Presidente do Vila Nova F.C, Fábio Carvallho, 38, mais conhecido como Nego 10, destaca a atuação das mulheres no clube. “A mulherada ajuda demais a gente. Tem muitas diretoras no time”, enfatiza. Ele diz acreditar que o futebol de várzea está resgatando o espírito comunitário.

Prova disso é a criação do “Fanáticas do Vila”, torcida feminina do time, que contribui não apenas com a animação em dias de jogos, mas em decisões e na organização do pré e pós-jogo.

“Temos um grupo no WhastApp, além  outro da diretoria [do time]. Fizemos duas reuniões antes do jogo final, uma delas para montar as bandeirinha e para todo mundo vir com camiseta [personalizada]”, finaliza a auxiliar de serviços gerais Juliana Nascimento, integrante do “Fanáticas do Vila”.

Em campo, Vila e Biquinha ficaram no empate em 1 a 1. Na decisão por pênaltis, o título ficou com o Biquinha.

Anderson Meneses e Vagner de Alencar são correspondentes de Pirituba e Paraisópolis
[email protected]
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