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Como as periferias de SP estão lidando com a primeira fase da quarentena; ouça o podcast

Segundo o Governo Estadual, a média da taxa de isolamento nesse início foi de 49%, quando o correto, para que a quarentena funcione efetivamente, deveria ser de 70%

O “Em Quarentenaconversou com alguns correspondentes da Agência Mural que moram em de diferentes regiões de São Paulo para saber como foram os primeiros 20 dias oficiais de quarentena. 

Como será que anda o movimento de pessoas nas periferias da cidade? A população está respeitando o isolamento social e seguindo as demais orientações para combater o coronavírus?

Renan mora no Jardim Jaraguá, na zona norte de São Paulo e compartilhou o que mais chamou sua atenção em sua vizinhança. 

“Foi uma festa de aniversário que começou numa sexta-feira à noite e terminou no sábado pela manhã. Nela era possível ver as pessoas bebendo no mesmo copo e dividindo a mangueira de narguile, como se não tivesse um vírus à solta”. (ouça a partir de 00:01)

Ira mora em Perus, na zona noroeste de São Paulo. Ela contou que por lá, o movimento nas ruas não mudou. “Muitas crianças seguem brincando nas ruas. E os jovens e adultos seguem se reunindo em frente à suas casas pra jogar conversa fora”. (a partir de 01:00)

Ela também disse que no centro do bairro o que mais se vê são filas em banco e em lotéricas. “O mesmo acontece nos mercados, nos açougues e nas farmácias, onde ainda encontramos famílias inteiras realizando compras”. (ouça em 01:14)

Carol, que vive em Carapicuíba, na Grande São Paulo, falou que em seu bairro as pessoas não estão levando a quarentena a sério. “Ontem e hoje fui ao mercado comprar algumas coisas e notei que muitos comércios estavam abertos. Por exemplo, loja de brinquedos, mecânico e loja de equipamentos para celulares, Não só os serviços essenciais estão abertos”. (ouça em 01:29)

Pietra, da Vila Medeiros, zona norte de São Paulo, disse que a medida foi mais respeitada só no começo. “Lá pelo dia 24 de março, quando os comércios não essenciais foram obrigados a fechar, isso realmente aconteceu aqui. Mas agora, em abril, a gente vê que apesar dos comércios estarem fechados, as pessoas estão mais tranquilas. Tem mais gente na rua”. (em 02:14)

Ela também comentou como está a situação do bairro vizinho, o Jardim Brasil. “Como tem um mercado grande no bairro, que é o Bergamini, então nas ruas perto dele tem bastante aglomeração. Bastante gente na rua. Inclusive, até algumas semanas atrás, os comércios estavam abertos. Tudo normal como se nada tivesse acontecendo”. (em 02:45)

João Jaildo, que mora no Capão Redondo, na zona sul, relatou que por lá estava rolando até baile funk no sábado e pagode no domingo.

“Um aglomerado de gente cantando e dançando junto. Vi açougue cheio, filas de carros, trânsito e gente nas ruas. Parecia final de ano. Passei na frente de um açougue e tinha uma fila gigantesca com o pessoal, um tumultuado em cima do outro”.  (em 03:11)

O podcast da Agência Mural falou também com dona Maria Aparecida, moradora de Guaianases, na zona leste. Ela compartilhou como tem sido o isolamento social por lá. “Muita gente está fazendo a quarentena direitinho em casa. Outras não, às vezes, a gente vê pessoas na rua. Mas olhando no geral, o pessoal está fazendo sim direitinho”. (em 03:49)

Ouça este bate papo completo no Em Quarentena #15: Como as periferias de SP estão lidando com a primeira fase da quarentena.

Podcast Em Quarentena

Viver em meio ao coronavírus não deve estar sendo fácil para ninguém. Imagina então para quem vive nas periferias. 

O “Em Quarentena” é o podcast especial que a Agência Mural de Jornalismo das Periferias criou neste momento da pandemia. Queremos informar, com notícias do dia a dia, quem mais precisa se virar meio a esse caos.

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Redação

A Agência Mural de Jornalismo das Periferias tem como missão minimizar as lacunas de informação e contribuir para a desconstrução de estereótipos sobre as periferias da Grande São Paulo.

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