A Agência Mural busca ouvir sempre os moradores como fontes prioritárias de nossas reportagens e adotamos algumas medidas para atender a isenção e a diversidade em nossas produções.

Parte das diretrizes de trabalho da Mural estão transcritos em dez princípios e visam “a cobertura vozes que são pouco ouvidas na imprensa, ou seja, na arena pública de debates das grandes cidades”.

“A proposta é conferir um novo olhar para a pauta, que considera as periferias dentro de suas diversidades”. Você pode conferir os princípios aqui.

Atualmente, a Agência conta com dezenas de correspondentes comunitários, com quem é mantido contato constante online, mas que também atuam em outras áreas. Para manter o engajamento, há uma reunião mensal e o reforço de todas as nossas metas e propostas de coberturas.

Abaixo alguns pontos sobre os preceitos éticos seguidos pelos correspondentes e o método de cobertura.

  • Os correspondentes são moradores das regiões periféricas da Grande São Paulo. No caso dele não continuar morador da periferia após ter sido selecionado, ele poderá continuar a ser um correspondente, desde que engajado e envolvido em contar as histórias da sua quebrada de origem;
  • Não fazemos pautas sobre violências, pois já estão inseridas nos grandes meios que, por vezes, reforçam estereótipos. Cobrimos lacunas.
  • Correspondentes da Agência Mural que forem trabalhar em cargos públicos que tenham conflitos de interesses com a cobertura, como assessores de imprensa ou secretários, devem comunicar a Agência Mural, que irá responder caso a caso sobre sua permanência.
  • O correspondente local não pode fazer pautas sobre organizações ou entidades em que tenha algum tipo de atuação, ou sobre empresas para as quais preste algum tipo de serviço. Caso considere que a pauta é relevante, deve informar os editores que irá avaliar o caso e outro correspondente fará a reportagem.
  • Quando estiver em atividade em uma apuração, o muralista precisa se identificar como correspondente local da Agência Mural de Jornalismo das Periferias.
  • Não aceitamos plágio, fraude, falta de respeito com outros correspondentes, utilização de imagens de outros sem autorização, assédio, demonstração de preconceito e discriminação. Qualquer uma dessas ações, o muralista será convidado a se retirar da Agência Mural. Nesses casos, o correspondente local não pode jamais voltar a contribuir com a organização.
  • A Agência Mural se compromete a dar o crédito quando utilizar informações apuradas por outros veículos. Essa citação virá tanto com um link para a página deste outro veículo, como com o nome dele citado na reportagem.
  • As fontes devem ser identificadas claramente e, sempre que possível com profissão, idade, bairro e cidade de onde fala. Consideramos que fazer parte de uma localidade enfatiza o lugar de fala e as informações de contexto sobre determinada região.

Política para fontes anônimas:

A Agência Mural utiliza fontes anônimas apenas em último caso.

Os correspondentes locais devem aceitar o pedido de anonimato nos casos em que a pessoa corra risco de sofrer represália pessoal ou profissional ou que corra algum risco à sua segurança. Essa situação e o motivo que levaram a fonte a não ser identificada deverá constar na reportagem e será discutida previamente com os editores.