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Abandono de prédios públicos em Cidade Tiradentes preocupa moradores

Antiga base da PM e banheiros de um parque municipal estão desativados há 4 anos no extremo leste; depredação e insegurança preocupam quem mora na região

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Por: Redação

Publicado em 10.01.2019 | 14:21 | Alterado em 10.01.2019 | 14:21

Tempo de leitura: 3 min(s)
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Antonio Soares caminha todos os dias no Parque da Ciência e diz que a estrutura abandonada traz insegurança (Giacomo Vicenzo/32xSP)

Em Cidade Tiradentes, na rua dos têxteis, altura do número 1741, um prédio que abrigava uma base da polícia militar foi desativado em 2014. Desde então, o imóvel segue abandonado. As cores de cobra-coral, que antes identificam o local, foram substituídas por anúncios de comércios, grafites e pichações. As vidraças estão quebradas e alguns acabamentos de metal foram furtados.

No decorrer dos anos, desenhos e placas do que seria a iniciação de um centro cultural, idealizado por moradores, tentaram dar vida útil ao local. Mas com o tempo, o projeto foi descontinuado.

Atualmente, o imóvel, que é de responsabilidade da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab), é usado como abrigo por pessoas em situação de rua na região.

Questionada, a subprefeitura de Cidade Tiradentes informou que fechou uma parceria com a Supervisão da Saúde e firmaram um acordo para destinação do imóvel para a implantação de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) infantojuvenil. O centro é destinado a atender crianças e jovens com algum tipo de transtorno mental.

“A previsão de inauguração é em 1º de março de 2019. Essa é uma grande necessidade da região, pois hoje encaminhamos os casos do bairro para Guaianases. Estamos fazendo o orçamento para as reformas e adequações necessárias”, explica Wagner Gonçalves, 58, supervisor técnico de saúde da Secretaria Municipal de Saúde.

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Antiga base da PMSP está desativada e atualmente é usada como abrigo por pessoas em situação de rua (Giacomo Vicenzo/32xSP)

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Mesmo com as previsões de reutilização do espaço, há problemas emergenciais, como o lixo que não era retirado há pelo menos um ano da lixeira acoplada ao imóvel.

A reportagem questionou novamente a subprefeitura do bairro sobre o problema. A administração explicou que, devido ao prédio estar desativado, a coleta de lixo não o tinha como ponto de recolhimento, mas que entraria em contato com o responsável pelo contrato da EcoUrbis Ambiental, concessionária responsável pela coleta.

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Lixeira de prédio que abrigava antiga base da PM tinha lixo sem recolhimento há pelo menos um ano (Giacomo Vicenzo/32xSP)

No dia seguinte, o lixo foi recolhido e o órgão afirmou que irá incluir o imóvel como um ponto de coleta.

BANHEIROS DESATIVADOS

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Banheiros desativados tiveram depredação e furto de equipamentos no Parque da Ciência (Giacomo Vicenzo/32xSP)

Situação parecida está passando o Parque da Ciência, que tem um de seus acessos pela rua dos têxteis. Em 2014, o equipamento teve o contrato com a empresa de vigilância encerrado.

Até a contratação de outra empresa, os banheiros foram depredados por atos de vandalismo, o que forçou sua desativação desde então.

As edificações abandonadas tiveram as torneiras, privadas e até parte do encanamento furtadas. Um vigilante que faz ronda pelo local e preferiu não se identificar, afirma que o banheiro foi lacrado com a ajuda de munícipes que integram o Conselho Gestor do bairro.

Mesmo lacrado com fortes placas de madeira, uma de suas portas continua aberta, o que faz com que o local continue sendo invadido.

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“Não sei se há relatos de roubos ou violência no parque, mas aquela estrutura abandonada traz insegurança. Se não aconteceu nada, foi por sorte. O fato é que o parque não tem mais banheiro público”, reclama o corretor de seguros Antonio Carlos Soares, 44, que mora em um prédio a poucos metros do local.

“Os brinquedos também já estão quebrados. O que fazem, de vez em quando, é cortar os matos”, comenta a agente de turismo Vanessa Opazo, 49, que frequenta o parque pela manhã.

RESPOSTA DA SECRETARIA

Em nota, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informou que as edificações do Parque da Ciência já foram vistoriadas e atualmente está sendo realizada a atualização do orçamento.

“Após essa fase, serão dadas as tratativas para a disponibilização de recursos e posterior início das obras”, explica a pasta, sem deixar esclarecimentos sobre o prazo de reativação.

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Segundo moradores, Cidade Tiradentes não é um ‘bairro-dormitório’

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