• Informações apuradas pela Agência Mural por meio de dados e entrevistas, buscando ouvir todos os lados envolvidos e seguindo nossa linha editorial.
    Notícia

Quanto dinheiro se pode gastar em uma campanha?; ouça o podcast

Enquanto um candidato a prefeito em São Paulo pode gastar até R$ 51 milhões na campanha, um outro candidato ao mesmo cargo em Poá, pode gastar somente R$ 123 mil

Neste episódio o Em Quarentena falou sobre quanto pode gastar um candidato a prefeito e vereador. Fazer uma campanha custa caro. Precisa pagar equipe, produzir material, tem o carro de som, os santinhos, vídeos para as redes sociais, jingle e muito mais.  

Existem regras para esses gastos com campanha em cada cidade. De acordo com uma reforma na Lei Eleitoral ocorrida em 2015, existe um limite de gastos em campanhas, que varia entre cidades e tipo de candidatura.

Em São Paulo, por exemplo, um candidato a prefeito pode desembolsar até 51 milhões de reais, enquanto um candidato a prefeito em Poá, cidade vizinha, pode gastar somente 123 mil reais.

O editor da Agência Mural, Paulo Talarico, explicou que essa diferença de valores tem pouco a ver com o tamanho da cidade ou a proporção.

“Em São Paulo existem 8 milhões de eleitores, então aqueles 51 milhões equivalem a cerca de cinco reais para cada voto disponível.  Vamos comparar com Barueri, que tem 275 mil moradores e um teto de despesas de 3,9 milhões de reais: dá cerca de 15 reais para cada voto. Três vezes mais”. (ouça a partir de 01:13)

Talarico completou. “Esses valores variam tanto porque, pra tentar deixar a disputa mais justa e reduzir o abuso do poder econômico, a lei eleitoral estabeleceu um teto máximo de gastos, que seria de 70% do maior custo da disputa eleitoral de 2012”. (a partir de 01:33)

Ele enfatizou que isso fez com que cidades mais ricas ou que tiveram candidaturas milionárias naquele ano tivessem limites mais altos. 

Para este ano, vale essa regra, prevendo apenas a correção pela inflação desses quatros anos que já se passaram desde 2016, quando a lei começou a valer de fato.

O editor informou também que outra mudança da lei eleitoral é que empresas foram proibidas de fazer doações para campanhas. “Por um lado isso é bom, mas na real, acaba favorecendo aqueles candidatos mais ricos, porque eles podem simplesmente bancar as próprias campanhas”. (ouça em 02:11)

O podcast da Agência Mural lembrou também que outro jeito de conseguir financiamento é pelo próprio partido. As 35 legendas recebem 2 bilhões do fundo eleitoral este ano. A distribuição desse valor fica por conta de cada partido. 

Atualmente muitos candidatos têm apostado em financiamento coletivo, porque empresas não podem doar, mas pessoas comuns, sim. Paulo finalizou reforçando que vale a pena ficar de olho de onde está vindo o dinheiro da campanha do seu candidato ou candidata favorita. 

Continue atento ao site da Agência Mural que sempre publica conteúdos explicando melhor como fazer esse acompanhamento. Está tudo na internet. Você também pode ver o teto máximo da sua cidade.

Ouça este bate papo completo no Em Quarentena #35 – Segunda Temporada – História em quadrinho no Rolê no Sofá.

Podcast Em Quarentena

Viver em meio ao coronavírus não deve estar sendo fácil para ninguém. Imagina então para quem vive nas periferias. 

O “Em Quarentena” é o podcast especial que a Agência Mural de Jornalismo das Periferias criou neste momento da pandemia. Queremos informar, com notícias do dia a dia, quem mais precisa se virar meio a esse caos.

Você pode receber o podcast diretamente no seu Whatsapp, enviando um “Oi” para +55 11 9 7591 5260. Ouça também no Instagram, Youtube, Spotify, Deezer, Apple e Google Podcast

Redação

A Agência Mural de Jornalismo das Periferias tem como missão minimizar as lacunas de informação e contribuir para a desconstrução de estereótipos sobre as periferias da Grande São Paulo.

Grande São Paulo

Comentários