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Cabeleireira Leila: conheça a moradora da zona leste de SP por trás do meme

Leila é na verdade Joseane, moradora de São Mateus e diarista. Vídeo teve repercussão no bairro e na vida da família

Quem se deparou nas últimas semanas com o meme “Cabeleireira Leila” circulando pelas redes sociais deve ter se perguntado, ao menos uma vez, se o vídeo era verídico. 

A suposta propaganda de um salão de cabeleireiros formada por Leila (a cabeleireira) e seu sobrinho-neto Luis Claudio, viralizou em todo o Brasil pelo humor com o slogan: “Leila Cabeleireiros, o salão de cabeleireiros da cabeleireira Leila”.

O vídeo, na verdade, é uma brincadeira feita pelo humorista Eduardo Sterblitch e divulgada no programa ‘Sterblitch Não Tem um Talk Show’, no Globoplay. As pessoas presentes no vídeo são, na verdade, modelos de um banco de imagens.

Leila é Joseane Rosa Dourado, 32, moradora do Jardim Santo André, em São Mateus, na zona leste de São Paulo.

Ela vive há 12 anos na região com o marido, o eletricista Wallace Souza Alves, 34. O casal tem três filhos. Um deles é Olavo Souza Dourado, 12 (apresentado como sobrinho-neto Luis Claudio, no vídeo). Além dele, Lauany, 10, e o mais velho, Alan, 17 vivem na casa. 

Jozeane e o filho Olavo ficaram famosos em vídeo na internetReprodução

Desde o vídeo, a vida deles têm sido mais agitada. Figurinhas dos dois pipocaram no WhatsApp e pelas ruas vizinhos comentam sobre a repercussão. Alguns moradores do bairro até a chamam pelo nome de Leila. “Muita gente fala, outros mandam mensagens para mim no WhatsApp ‘E aí, Leila, como que está sendo a fama aí, Leila?’ Desse tipo”, conta.

Joseane é diarista e faz bicos como modelo fotográfica há aproximadamente quatro anos. Quem a introduziu no mercado dos bancos de imagem foi o fotógrafo Filipe Frazão, filho do seu empregador, que já trabalhava na área.

Ela conta que não esperava a repercussão das imagens, que foram retratadas há cerca de dois anos.“Já tinha saído bastante foto minha, agora na pandemia, de máscara. Só que eu não esperava nunca que ia bombar tanto quanto agora.”

Joseane fala que o cachê das fotos tem a ajudado a complementar a renda da família, principalmente agora durante a pandemia de Covid-19. Quando os filhos querem fazer alguma coisa diferente, é com o dinheiro das fotos que ela consegue realizar esse desejo. 

O filho, Olavo, que cresceu na zona leste, adora ser fotografado. “Eles mandam mensagem para ele falando ‘E aí, Luis Claudio’. Acho que já fizeram até funk com nós dois”, conta a mãe. 

Os outros filhos também costumam participar das fotografias, mas são Olavo e Lauany os que mais se divertem com a atividade.

A situação inusitada trouxe para a moradora de São Mateus uma atenção não planejada. Bem humorada, Joseane recebe com muita leveza e humildade, seus 15 minutinhos de fama.

Sobre o futuro, ainda não fez planos, mas conta que o filho está empolgado. Por enquanto, não pensa em seguir profissionalmente com isso. “Estamos levando a vida assim, mas se a Globo chamar, ele vai”,  brinca a mãe.

 

Patrícia Vilas Boas

Estudante de jornalismo, correspondente da Vila Curuçá desde 2019.

Vila Curuçá, São Paulo

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