Coletivos ocupam Secretaria Municipal de Cultura e pedem saída de André Sturm

Movimentos também reivindicam descongelamento de verbas destinadas à área

Ocupação da sede da Secretaria de Municipal de Cultural — crédito Flávia Lopes/Coletivo Desenrolar e Não me Enrola

(Atualizado 23h51)

Cerca de 70 pessoas ocuparam hoje o gabinete da Secretaria Municipal de Cultura e pedem a saída do atual ocupante da pasta, André Sturm, além do descongelamento das verbas destinadas à área.

Marcelo Eleomar, 38, diz que a entrada no local ocorreu sem maiores problemas. “Há a presença da GCM (Guarda Civil Metropolitana), mas está tranquilo”, afirma. Também estão presentes no local advogados da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

O movimento está acontecendo na Galeria Olido, sede do gabinete da Secretaria de Cultura, no centro da capital.

Coletivos culturais na SMC (à esquerda) e com o Secretário Especial de Relações Governamentais
Milton Flávio — crédito: Flávia Lopes/Coletivo Desenrolar e Não me Enrola

Em manifesto divulgado ontem, o grupo afirmou que o governo Doria (PSDB) “Desmonta a Cultura” e citou como exemplos os cortes nas oficinas culturais dos CEUS e a diminuição em 30% dos recursos do programa VAI (Valorização de Iniciativas Culturais), que busca estimular a autonomia da juventude periférica.

Na noite de segunda-feira (29), o secretário de cultura teria ameaçado de agressão membros do Movimento Cultural Ermelino Matarazzo, durante uma reunião para discutir a manutenção do contrato de gestão compartilhada da Ocupação Mateus Santos, que gere a casa de cultura Ermelino Matarazzo. O secretário disse: “Um espaço público não é de qualquer, público é do governo (…). Se eu quiser fechar espaço, eu fecho”. Além de: “Vou quebrar a sua cara.”

O Secretário Especial de Relações Governamentais, Milton Flávio, levou a pauta dos coletivos para uma reunião com o prefeito, mas retornou ao prédio da SMC apenas com uma proposta de desocupação provisória do local.

Flávio negociou com a GCM a entrada e a saída de pessoas no prédio com segurança. Às 8h, o secretário voltará a negociar os termos da ocupação. “Não haverá nenhuma pressão para retirada de pessoal durante a noite”, garantiu Flávio.

Da Redação

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