Debate sobre jornalismo nas periferias encerra 11ª Mostra Cultural da Cooperifa

No sábado (10), aconteceu na zona sul da cidade, o encontro “Memórias e Imaginários: O que é o jornalismo nas Periferias” na Fábrica de Cultura Jardim São Luís. A mesa fez parte da 11ª Mostra Cultural da Cooperifa, e contou com a presença da Agência Mural de Jornalismo das Periferias, do coletivo Desenrola e não me Enrola e Periferia em Movimento.

Na conversa, mediada pela muralista Júlia Reis, correspondente de Taboão da Serra, foi abordado temas como as funções do jornalismo periférico, a disputa pelas narrativas periféricas, o direito à memória das periferias, o papel do jornalista, entre outros.

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“Hoje é um dia histórico, acredito que seja a primeira vez que acontece uma mesa de debate sobre jornalismo das periferias na periferia. Já houve outras iniciativas nesse sentido, mas, nesse modelo de debate, mesa de discussão, é o primeiro”, afirma Thais Siqueira, diretora de Jornalismo do Você Repórter da Periferia.

A estudante e moradora do Capão Redondo, Mariana Costa Mendes, 23, conta que foi assistir a mesa anterior sobre “empreendedorismo” motivada por um professor da faculdade, resolveu ficar e afirmou que ‘valeu a pena’.

“Não conhecia nenhum dos três projetos envolvidos na mesa, e sim outros jornais, tipo ‘Capão News’, que fala mais de assaltos ou problemas na estação de trem. Vou seguir os três projetos nas redes sociais”, garante.

Ao falar sobre a função do jornalismo periférico, Júlia ressaltou que é necessário “minimizar os discursos de violência feito pela mídia hegemônica e suas consequências”.

Um dos criadores do coletivo Desenrola e Não Me Enrola, Ronaldo Matos, complementou: “é um trabalho de restauração histórica e nós temos direito a memória e contar as histórias dos bairros, que são ricas”, ressalta.

Ele reforçou ainda que passou 25 anos sem reconhecer o próprio território. “Foi uma matéria que fiz na minha quebrada que me fez entender o papel do comunicador nas quebradas. Tem que ressignificar ‘o jornalista’, desmistificar o “sabe tudo” e valorizar o olho no olho, ser importante na quebrada. Seu vizinho tem que bater na sua porta pra falar com você de algo que tá rolando no bairro”, alerta.

Para a debatedora Aline Rodrigues da Silva, do Periferia em Movimento,  o jornalismo periférico é também “para nosso público enxergar novas possibilidades e poder cobrar quem deve ser cobrado. A gente amplia a visão”.

A mediadora Júlia, diz que gostou da forma que foi retratada e introduzida a questão do jornalismo periférico no debate. “É de uma importância enorme ter a oportunidade de falar de jornalismo periférico para o nosso público. É uma honra fechar um festival de nove dias, com essa grandiosidade e importância histórica que a Cooperifa tem para as periferias”, finaliza.

0 thoughts on “Artigo escrito por correspondente da Agência Mural é selecionado para Conferência em Buenos Aires”

  1. Que lindo Ana Beatriz!
    Nos olhos e na voz dessas crianças é que realmente está a nossa esperança de um país melhor.
    Pessoas inocentes que conseguem enxergar o que muitos ignoram.
    É a vida de verdade,o sorriso estampado,o brilho nos olhos que mal sabem o que ainda vai ter que enfrentar.
    Um super abraço de toda família Centro Comunitário do Embura.
    Felicidades linda.

  2. Um raio x dessas pequenas Almas, que acreditam e sonham em um país onde tudo parece estar pedido, surge através da pureza e simplicidade o nascer da esperança dentro desses pequenos gigantes.
    Ainda vale a pena sonhar!

  3. Uma linda crônica, repleta de alma e total conhecimento do cenário atual de nosso país.
    São palavras assim que nos inispiram à lutar por mais um dia.
    Parabéns!!!

  4. Parabéns. Sou testemunha do seu ganho de saúde física, emocional e psicológica. Pois a bicicleta proporcionou a conscientização dos alimentos que lhe trazem energia e vitalidade e daqueles que intoxicam tirando o vigor pro esporte. Sua conquista de um corpo mais sadio e moldado também é digna de congratulações.

    1. Pessoa incrível, estudamos juntos e realmente sua história de vida é algo que muitas pessoas que tiveram a oportunidade de conviver um pouco com ele aprendeu muito.

  5. Fantástico ! Com todos percalços que a periferia oferece na prática esportiva, eis uma superação e motivação para deixarmos de ser sedentários ! Parabéns Mauro pela iniciativa !

  6. Olá,
    Gostaria de saber se a possibilidade de receber bolsa de estudos para esse curso em específico. Que Muito fazer, mas não possuo recursos no momento para investir.

    Desde já agradeço.

    1. Olá, Sheila! Muito obrigada pelo contato e interesse pelo curso. A atividade é oferecida pela faculdade, logo, vale tentar direto com a Fespsp a possibilidade de conseguir alguma bolsa.

  7. Paulinho, esta sim é a mais linda forma de Dizer Eu Te Amo Para um Pai!
    Você fez uma linda homenagem, para o Tio Paulo, que é Paizão de toda Família.
    Deus abençoe a todos os Filhos.

  8. Zorade, ai sim meu grande sobrinho, que homenagem de arrepiar.! Digo nunca vista, (é claro)pois cada um é um…Quanta sabedoria vestida de aparente ignorancia! O jeito de ser do meu irmao meio estranho, superou os grandes modos finos de criar seus filhos…Quanta riqueza de carater , de valentia também,ele apresentou a voce e a essa exelente Mae que te trouxe ao mundo…Familia pequena nas de grande peso..kkkk em todos os sentidos…No seu relato voce se esqueceu de falar sibre a bondade do coraçao dele…Tem umas histórias de caridade dele que admiro!…Parabéns pela homenagem ! Que Deus lhe proteja , que cada vez mais sua intelugencia seja ativada….abraços

  9. Olá boa tarde,
    Gostaria de parabenizar pela iniciativa e tbm Têmos que girar essa informação e cobrar de forma correta e pacífica dos responsável para tal , tendo em vista que somos moradores da região Têmos essas e outras dificuldades sendo que todos nós vamos receber visitas Nos próximos dias de político ou de seus prestadores de serviços prometendo o que não se cumpre ,uma vez que se não formos no dia votar somos obrigados a pagar multa e tenho certeza que todos nos não deixamos de pagar e quando se trata de olhar um pouco pra lado mínimo que é ,transporte, segurança, iluminação, etc.. Nos não temos respaldo ,então diariamente ouvimos relatos e acontecimentos que cada dia dificulta mais a vivência no bairro, só lembrando que mesmo sendo uma APA todos aqui são eleitores que seguem a risca com suas obrigações e o que queremos é o mínimo se iníciando pelo Respeito aos moradored e direito de ir e vir que já não temos mais.
    Att:
    Gilmar Rodrigues

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