Uma reportagem em quadrinhos sobre futebol feminino de várzea? Sim.

Para produzir Minas da Várzea fomos até o distrito de Parelheiros, extremo sul da capital paulista, em direção à aldeia indígena do povo Guarani Mbya e ao campo de terra laranja de Vargem Grande, bairro construído dentro de uma cratera formada por um corpo celeste há milhões de anos.

As repórteres Priscila Pacheco e Luana Nunes, correspondentes do Grajaú e Parelheiros, foram ouvir as histórias das meninas que não largam a bola. E os desenhistas Alexandre De Maio e Magno Borges foram junto, para ajudar a contar todos os detalhes em HQ.

Josiana Andrade, 25, jogou até os três meses de gravidez e voltou 40 dias após ter dado a luz à Camille Sophia Andrade, hoje com três meses.

Lucélia Leal, 32, diz que ainda era “miudinha” quando começou a correr por um campo.

“Quando a minha irmã fala ‘vamos lá jogar´, a gente já vai animada”, diz Patrícia Santos, 23, com um sorriso tímido.

Estas e outras “minas” nos contaram sobre as dificuldades que enfrentam para jogar futebol. Às vezes o dinheiro não dá para pagar a tarifa do ônibus --e aí como faz para participar do campeonato longe de casa? O tempo para treinar é escasso --afinal, tem o horário de trabalho e a distância. Há também quem pegue emprestado o uniforme do time masculino.

Mas a gente vai contar o placar final deste jogo no livro. “Futebol para mim é tudo. É um amor muito grande que sinto”, comenta a empregada doméstica e atacante Lucivânia Silva Lima.

Apoiadores

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HQ NA MÍDIA