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Zona oeste tem o menor número de ônibus com ar-condicionado em SP

Pouco mais de 31% da frota da capital paulista é climatizada. Segundo a SPTrans, a previsão é que 100% dos coletivos recebam equipamentos até 2025

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Por: Redação

Publicado em 25.02.2019 | 19:37 | Alterado em 25.02.2019 | 19:37

Tempo de leitura: 2 min(s)
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Corredor de ônibus na avenida Sumaré, em Perdizes (Vagner de Alencar/32xSP)

Em pleno verão, com temperaturas superiores a 30ºC, viajar pela cidade em um ônibus sem ar-condicionado pode não ser uma tarefa fácil.

É ainda pior para quem faz longos trajetos, como acontece com o fotógrafo Arthur Lamas Silva, 27, morador do distrito do Butantã, na zona oeste da capital paulista.

“É complicado, pois os ônibus sem ar-condicionado não possuem boa ventilação. Em horários de pico, é abafado, e muitas pessoas passam mal”, afirma.

A região onde vive o fotógrafo tem a frota com o menor número de veículos equipados com ar-condicionado, de acordo com a SPTrans.

Dos 1.273 ônibus em operação na zona oeste, somente 315 são climatizados.

“Apenas uma linha que passa na região onde eu moro possui ar-condicionado, o 715M/10 [Largo da Pólvora – Jd. Maria Luiza]
Arthur Lamas Silva, fotógrafo

“Pouco vemos melhorias significativas no planejamento de linhas e veículos. Ônibus antigos ainda estão em circulação”, reclama Silva, que garante se sentir confortável para usar o transporte fora do horário de pico, apesar da ausência de ar-condicionado.

No entanto, coletivos cheios e tráfego intenso fazem parte da rotina da cidade, especialmente no horário de pico. Além disso, os paulistanos gastam, em média, 1h57 para chegar ao trabalho, de acordo com a pesquisa “Viver em São Paulo: Mobilidade Urbana na Cidade”.

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A estudante de letras da Universidade de São Paulo (USP) Alexia Sousa, 20, tenta fugir do calorão buscando um lugar próximo às janelas.

“Mas isso é um privilégio. Normalmente as pessoas saem abrindo tudo, até aquelas saídas de emergência no teto”, afirma a moradora do Jardim Adhemar de Barros, também na zona oeste.

“Eu tenho pressão baixa. Quase desmaiei porque estava sem ar e com muito calor. A minha sorte é que tinha um ponto de ônibus perto, muitos alunos desceram e eu consegui me sentar”
Alexia Sousa, estudante de letras na USP

“Os ônibus que vão para USP são um inferno também. Muitos alunos embarcam no Metrô, então a concentração é absurda para apenas dois veículos que fazem o trajeto”, completa Alexia.

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Terminal de ônibus Butantã, na zona oeste de SP (Rômulo Cabrera/32xSP)

Em nota à reportagem, a SPTrans informa que 2.673 veículos com ar-condicionado foram incorporados desde 2017. Desse total, 61% dos equipamentos foram introduzidos pela atual gestão.

Pouco mais de 31% dos ônibus da capital contam com ar-condicionado. Em números absolutos, isso significa que, dos 14.048 veículos em circulação, apenas 4.385 têm ar-condicionado.

Apesar do menor número de ônibus climatizados estar na zona oeste, é a região nordeste da cidade a detentora da pior porcentagem proporcionalmente ao total de ônibus em circulação: são 21,3% da frota.

De acordo com a divisão da SPTrans, também conhecida como área 3, essa região está situada na faixa superior da zona leste.

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Atualmente a cidade de São Paulo é dividida em oito áreas de operação, mais a área central. Cada área é representada por cor uma diferente, assim como a frota de cada localidade.

Segundo a SPTrans, a previsão é que 100% dos coletivos sejam climatizados até 2025.

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