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10 coisas que você precisa saber para não errar com uma pessoa LGBTQIA+

No Dia Internacional do Orgulho LGBT, separamos algumas informações para ajudar a combater o preconceito

Muitas vezes podemos machucar uma pessoa sem perceber. Isso acontece de maneira muito recorrente com pessoas LGBT+ que precisam lidar diariamente com falas e expressões carregadas de preconceito – mesmo que ditas sem a intenção de machucar ou ofender. 

Por isso, listamos dez dessas expressões e falas para você tirar do seu vocabulário e se aliar à luta dessa população.

Ah, se ver alguém falando isso, mostra esse conteúdo. Dessa forma conseguimos combater a LGBTIfobia: quando todas as pessoas se unem, o preconceito não tem chance.

28 de Junho é Dia Internacional do Orgulho LGBT | Paula Rodrigues/Arquivo Agência Mural
  1. Nunca chame uma pessoa trans pelo nome morto – aquele que a pessoa não usa mais;
  2. Sempre respeite o gênero de uma pessoa trans – homens trans e pessoas transmasculinas são sempre tratados no masculino, mulheres trans e travestis no feminino e pessoas não-binárias devem ser questionadas como preferem ser tratadas;
  3. Não use a palavra homofobia para definir todas as opressões que pessoas LGBT+ vivenciam. Apenas homens gays sofrem homofobia: mulheres lésbicas sofrem lesbofobia, pessoas trans sofrem transfobia, pessoas bissexuais sofrem bifobia e pessoas intersexo sofrem intersexofobia;
  4. Orientação sexual e identidade de gênero não são a mesma coisa: a primeira representa quem a pessoa ama e a segunda como a pessoa se identifica;
  5. Pessoas LGBT+ não lutam apenas pelo direito de amar: pessoas trans, por exemplo, ainda estão lutando para viver, trabalhar, terem seu gênero respeitado, poder usar o banheiro e por aí vai; 
  6. Pessoas bissexuais não são confusas e não existe uma regra de que elas precisam ficar com a mesma quantidade de pessoas de todos os gêneros para serem validadas;
  7. Nunca usar as expressões: homem de verdade, mulher de verdade, virou homem, virou mulher, quando era menino/menina para falar sobre pessoas trans. O gênero é algo socialmente construído. A melhor forma é usar “depois da transição” ou “hoje se identifica como”; 
  8. Mulher trans e travesti não são sinônimos. Assim como homens trans e pessoas transmasculinas. Sempre perguntar como uma pessoa trans se identifica sem tentar adivinhar; 
  9. Nunca diga corpo feminino ou masculino porque as genitálias não definem os gêneros;
  10. Processos de hormonização e cirurgias não definem uma pessoa trans, a identificação é mais interna do que externa – muitas optam por isso, mas não é uma regra.

Caê Vasconcelos

Homem trans, jornalista, correspondente de Vila Nova Cachoeirinha desde 2017. É corintiano e apaixonado pela cultura hip hop. É autor do livro-reportagem "Transresistência: Pessoas trans no mercado de trabalho" (Dita Livros, 2021) e repórter especializado na editora LGBT+.

Vila Nova Cachoeirinha , São Paulo

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