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Como está Paraisópolis um ano após o início da pandemia

Região conseguiu conter vírus no início, mas agora vive dificuldades para manter ações de combate à doença, mostra o Próxima Parada, podcast da Agência Mural

No início da pandemia do coronavírus, houve uma mobilização dos moradores da favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, para conseguir doações de alimentos, atendimento a pessoas com Covid-19, treinamentos para socorristas e até mesmo a contratação de ambulâncias para a região. 

Considerada a segunda maior comunidade da cidade, a região conseguiu reduzir os impactos da pandemia nos primeiros meses. A média de mortes de Paraisópolis era menor do que a da Vila Andrade. 21,7 óbitos na favela contra 30,6 do distrito. Isso para cada 100 mil pessoas. Já a taxa da cidade era de 56,2 óbitos. 

“A partir do enfrentamento da realidade, fomos criando soluções”, diz Gilson Rodrigues, líder comunitário de Paraisópolis e presidente do projeto G10 Favelas. “Nós aceitamos que existiam problemas, que a comunidade não faria o isolamento social, que estaria mais exposta devido à falta de infraestrutura, devido à fome e o desemprego que sempre foi presente.” 

Para a moradora Glória Maria Brito, 21, a chave para o efeito positivo para a contenção é a coletividade. “É muito dessa questão da população pobre mesmo, de se fortalecer, sabe? Porque eu não vejo o boy batendo na porta do outro precisando de sal, entendeu?”

Mas qual a situação da região um ano depois do começo da pandemia? Atualmente, Paraisópolis vem enfrentando obstáculos com a diminuição de doações, o que impacta diretamente na possibilidade de manter as ações implementadas no ano passado, mostra o Próxima Parada, podcast produzido pela Agência Mural.

Confira o episódio completo:

 

PRÓXIMA PARADA

Parceria entre a Agência Mural e o Spotify, o Próxima Parada conta com a colaboração de jornalistas vindos dos bairros periféricos da Grande São Paulo. Para ouvir o episódio, basta clicar no link do programa e se cadastrar gratuitamente no aplicativo.

De segunda a sexta-feira, sempre no final da tarde, Ana Beatriz Felicio e Rômulo Cabrera contam histórias, analisam fatos e apontam possíveis soluções para as demandas das quebradas. A produção é de Gabriela Carvalho, com edição de som de Pammela Gentil e coordenação de Vagner de Alencar.

SERVIÇO:

Se você quer colaborar com as mobilizações de Paraisópolis e fazer uma doação, basta acessar o site g10favelas.com.br.

Redação

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