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Na fase verde, regiões de Osasco, Guarulhos, Mogi e ABC são liberadas para abrir cinemas e teatros

Plano São Paulo teve nova atualização e governo voltou a tratar Grande São Paulo como uma única região

Com redução no número de ocupação de leitos por conta da Covid-19, mas ainda com cerca de 500 mortes por semana, a Grande São Paulo avançou para a fase verde do Plano São Paulo. 

Com a medida, todas as 39 cidades podem dar início a reabertura de teatros e cinemas e a ocupação dos estabelecimentos é de 60%. O anúncio foi feito pelo Governo do Estado nesta sexta-feira (9) e vale até 16 de novembro. A gestão, contudo, enfatizou que ainda é preciso ter atenção e cuidados como o uso de máscaras é fundamental. 

Com a medida, municípios como Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, São Bernardo do Campo e a capital podem iniciar a reabertura de atividades culturais, como teatros e cinemas. Jogos de futebol seguem sem público. 

Apesar de apenas agora haver essa flexibilização maior, em diversas regiões já é possível ver aglomerações e a ideia de que não há mais quarentena.

Na terça-feira (6), a região metropolitana completou 21,7 mil mortes por conta da Covid-19, segundo página da Agência Mural. 


GRANDE SP ÚNICA

Uma outra medida foi a reunificação da região metropolitana na forma de analisar o avanço de novas contaminações pelo novo coronavírus. Desde o começo do plano, houve discussão sobre medidas que valiam para algumas cidades e que não valiam para outras. 

O problema começou quando só São Paulo foi retirado da conta geral, com o início da reabertura antes das demais. Com isso, houve cidades em que comércios podiam ser abertos de um lado da rua, enquanto do outro deveriam seguir fechados. 

Após reclamação dos prefeitos, o governo do estado passou a levar em conta a divisão da Grande São Paulo, nas regiões oeste (cidades ao redor de Osasco), sudeste (o ABC paulista), norte (Franco da Rocha), sudoeste (Taboão da Serra) e leste (Guarulhos e Mogi das Cruzes). 

Agora a gestão voltou a unificar a região metropolitana. A Grande São Paulo tem 42% dos leitos ocupados. A capital tem o maior índice, 45%, seguido da região leste com 42% de ocupação. 

“Existe uma distorção na cidade de São Paulo que precisa ser corrigida. A cidade de São Paulo é uma referência médica da América Latina e que concentra o maior número de pacientes graves”, afirma José Medina, Coordenador do Centro de Contingência.

Paulo Talarico

Editor-chefe de jornalismo, cofundador e correspondente de Osasco desde 2011. Formado em jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, tem pós-graduação em jornalismo esportivo e curso técnico de locução para rádio e TV. Atualmente, estuda História na Universidade de São Paulo. Gosta de café, Osasco, livros, futebol e cinema.

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