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Grupos de mulheres, LGBTs e ciclistas cobram ações para candidatos em Mogi das Cruzes

Foram eviadas demandas aos candidatos para reduzir a violência contra a mulher, medicas contra o preconceito e mais mobilidade urbana

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Por: Jessica Silva

Notícia

Publicado em 15.11.2020 | 8:23 | Alterado em 22.11.2021 | 16:13

Tempo de leitura: 3 min(s)

Em uma tentativa de que a próxima gestão avance em propostas, coletivos e associações de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, se articularam para enviar bandeiras aos candidatos à prefeitura da cidade. A votação é neste domingo (15).

Entre eles, estão os coletivos Impacto feminista, Fórum Filhas da Luta e as Promotoras Legais Populares, que defendem a criação de políticas publicas voltada às mulheres. 

A Associação Fórum Mogiano LGBT cobra os direitos da população LGBTQIA+ da cidade bem como sua visibilidade. Por fim, o Coletivo MTB Mogi luta por propostas de mobilidade urbana paras os grupos de ciclismo que pertencem a região.

“Entregamos aos candidatos a prefeito da cidade uma carta propondo políticas públicas para o empoderamento das mulheres e, principalmente, políticas preventivas que contribuam para o fim das violências às mulheres”, diz a professora aposentada Marly Barbosa Siqueira, 69, integrante do grupo.

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Cidade tem mais de 300 mil eleitores @Ney Sarmento/PMMC

O Coletivo Impacto Feminista está presente na cidade desde 2014 e tem como princípio a busca pela igualdade de gênero e o fim da violência contra as mulheres. 

Neste ano, as integrantes elaboraram uma carta enviada para todos os candidatos de Mogi das Cruzes via WhatsApp. Apenas Miguel Bombeiro (PROS) e Rodrigo Valverde (PT) deram retorno. O coletivo declarou apoio a Valverde.

O coletivo também optou por apoiar e chamar a população para o voto nas mulheres da cidade. “Decidimos chamar a população mogiana para mostrar a importância de se colocar mais mulheres na Câmara de Mogi uma vez que somos 53% do eleitorado”, ressalta Marly.

No caso das Promotoras Legais Populares do estado de São Paulo, elas fizeram uma ação durante a campanha eleitoral. O grupo é uma organização nacional que atua há 26 anos no estado e tem a 5ª turma em Mogi das Cruzes. 

”Enviamos para todas as candidatas e candidatos que apresentaram propostas específicas em relação à violência contra mulher, ou que falaram sobre em suas exposições”, explica Márcia Cunha dos santos, 39, professora e integrante do grupo.

Segundo o grupo, algumas pessoas assinaram, outras não deram retorno. “Houve também pessoas que não mandamos a carta e que entraram em contato pedindo pra assinar, o que foi uma surpresa positiva”, diz Márcia. 

No mesmo caminho, o Fórum Filhas da Luta, optou por declarar apoio a Valverde. Segundo as integrantes desse coletivo, a atual coligação do candidato compartilha com os princípios do grupo que defendem a integridade da mulher. 

Mari Mendes, 40, coordenadora do Fórum, enfatiza que o coletivo formado somente por mulheres possui diferentes posicionamentos políticos. “Não somos petistas. Apoiamos o fortalecimento da esquerda em um momento de retrocesso e não o partido dos trabalhadores.”

O coletivo decidiu não elaborar uma carta compromisso por falta de tempo, e assinaram em conjunto a carta das Promotoras Legais Populares.

“No fórum nós decidimos que a conjuntura política no Brasil é muito emblemática e que a alternativa de não se posicionar neste momento, seria um equívoco. Em discussão interna decidimos apoiá-lo pública e coletivamente.” conclui Mari.

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Integrantes do coletivo Associação Fórum Mogiano LGBT em um evento de Formação e Comemoração de data LGBT em Mogi das Cruzes. @Arquivo Pessoal

Já a Associação Fórum Mogiano LGBT de Mogi das Cruzes se declarou isenta ao apoio à candidatura de prefeitos da cidade, segundo a atual presidente Regina Maria Tavares, 57, 

Atuantes desde 2013, a associação é uma organização não governamental e sem fins lucrativos que defende a cidadania e os direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

O grupo também idealizou um documento que foi enviado para os candidatos com pautas relacionadas à defesa e visibilidade da população LGBTQIA+ da cidade que foi enviada aos candidatos e disponibilizada nas páginas de redes sociais da associação.

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Luciano Aparecido da Silva, 47, monitor de música, mora no bairro do Alto do Ipiranga em Mogi das Cruzes e pertence ao Coletivo MTB Mogi @Arquivo Pessoal

O Coletivo MTB Mogi (Mountain Bike) também não apoia nenhum nome, mas tem cobrado bandeiras de melhoria na mobilidade urbana do município.

A principal pauta do grupo é a inclusão do tema nos programas de governo. De acordo com o monitor de música Luciano Aparecido da Silva, 47, que participa do MTB desde 2015, o coletivo luta para ter uma “ciclovia Leste-Oeste” que vai ligar a cidade de Suzano com o bairro Cezar de Souza em Mogi. 

“É uma ciclovia que vai beirando a linha do trem, isso é um projeto que estamos lutando pra conseguir, já até conversamos com o pessoal da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para entender um pouco mais sobre o assunto” relata.

A cidade possui sete candidatos à prefeitura, sendo o atual prefeito e candidato à reeleição Marcus Melo (PSDB), Caio Cunha (Podemos), Felipe Lintz (PRTB), Fred Costa (PDT), Michael Dela Torre (PTC), Miguel Bombeiro (PROS) e Rodrigo Valverde (PT).

Jessica Silva

Jornalista formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, Pedagogia e Mestra em Educação pela PUC-SP. Ama fotografias, séries, filmes e não vive sem Netflix. Correspondente de Mogi das Cruzes desde 2013.

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