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Agência de Jornalismo das periferias
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Qual o lugar das periferias dentro dessa arte moderna?

No centenário da Semana de Arte de 1922, a Agência Mural ouviu artistas das periferias sobre as mudanças nos últimos 100 anos, e sobre os desafios de quem faz arte e vem das quebradas

Por: Jessica Bernardo | Cleberson Santos

Notícia

Publicado em 14.02.2022 | 17:33 | Alterado em 14.02.2022 | 19:32

Tempo de leitura: 1 minuto

“O moderno não cabe a gente e ele não foi feito pra caber”. A cantora Maíra da Rosa, 39, não se sente representada pelo movimento artístico que revelou nomes como Anita Mafaltti e Mário de Andrade. Para ela, o Modernismo que ocupou o Theatro Municipal de São Paulo em 1922 colocou negros e indígenas na posição de objetos.

“Qual foi o lugar do negro e do indígena dentro dessa arte moderna? Foi lugar de objeto, de uma representação muito pobre, muito rasa”, reflete a cantora.

Vocalista do grupo Samba de Dandara, composto só por mulheres, Maíra faz parte de uma nova geração de artistas que, passados cem anos da Semana de Arte Moderna, cobra por mais espaço e diversidade na cena cultural da cidade e do país.

São negros, indígenas, mulheres e pessoas LGBTQIA+ que vêm das periferias e movimentam o circuito artístico, enquanto enfrentam desafios como a falta de investimento público e o preconceito.

No mês que marca o centenário da Semana de 22, a Agência Mural convidou seis artistas para falar sobre as mudanças dos últimos 100 anos, e sobre os desafios de quem faz arte e vem das periferias.A reportagem pode ser vista no vídeo abaixo.

Da capital paulista participaram: o poeta e fundador do Sarau da Cooperifa, Sérgio Vaz, que é do Jardim São Luís, na zona sul; o artista plástico e autor do projeto Quebradinha, Marcelino Melo, que é do Campo Limpo, também na zona sul; e o quadrinista João Pinheiro, que já foi indicado ao prêmio Jabuti pelo livro “Carolina”, e é de Cidade Líder, na zona leste.

Da Grande São Paulo foram entrevistados a vocalista do Samba de Dandara, Maíra da Rosa, de Osasco; e o cineasta e diretor do filme Perifericu, Rosa Caldeira, de Francisco Morato.

Também participou do vídeo, a atriz, MC e poeta, Roberta Estrela D’Alva. Ela foi responsável por trazer para o Brasil o slam, batalha de poesia falada que tomou as ruas das periferias.

Jessica Bernardo

Jornalista, cria de uma família de cearenses. Apaixonada por São Paulo, bolos e banhos de mar. Correspondente do Grajaú desde 2017.

Cleberson Santos

Jornalista, não sabe chutar uma bola direito, mas se aventura no jornalismo esportivo há alguns anos, e também já escreveu sobre tecnologia e impacto social. Ama playlists aleatórias e tenta ser nerd, apesar das visitas visitas ao Netflix estarem cada vez mais raras. Correspondente do Capão Redondo desde 2019.

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