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Estudo mostra percepção do paulistano em relação à discriminação racial

Segundo pesquisa “Viver em São Paulo: Relações Raciais na Cidade”, diferença no tratamento entre brancos e negros aumentou nos últimos 10 anos

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Por: Redação

Publicado em 13.11.2018 | 14:36 | Alterado em 13.11.2018 | 14:36

Tempo de leitura: 2 min(s)
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800 pessoas foram entrevistadas pelo levantamento da Rede Nossa São Paulo e Ibope Inteligência (Paula Rodrigues/32xSP)

Apresentada nesta terça-feira (13) pela Rede Nossa São Paulo e o Ibope Inteligência, a pesquisa “Viver em São Paulo: Relações Raciais na Cidade” mostra qual é a percepção do paulistano em relação à discriminação racial entre negros e brancos no município.

De acordo com o levantamento (que entrevistou 800 pessoas, na qual 52% se declararam como brancas e 44% como negras), são os negros que encontram mais dificuldades na convivência em diversos ambientes pela cidade, como escolas/universidades, espaços públicos e estabelecimentos comerciais, e têm menos oportunidades de emprego ou promoção profissional.

7 em cada 10 desses entrevistados afirmam que, para eles, o preconceito e a discriminação contra a população negra se manteve ou aumentou em relação aos últimos 10 anos. Quase 40% das pessoas negras disseram sentir o aumento do racismo na cidade — sendo essa porcentagem maior do que a contagem total (quando somadas as respostas de brancos e negros).

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Pelo menos metade dos paulistanos também diz que, nos últimos anos, a diferença no tratamento entre brancos e negros aumentou em São Paulo. Para as pessoas negras entrevistadas, a visão é mais acentuada em todos os quesitos.

Enquanto 59% dos brancos afirmam que existe diferença no tratamento entre as raças em estabelecimentos comerciais, como shoppings e restaurantes, essa percepção é citada por 75% dos negros entrevistados.

Nota-se que a maioria das pessoas que afirmou não haver diferença faz parte da classe A, com renda familiar de acima de cinco salários mínimos e possui o ensino superior completo. Enquanto os que acreditam no aumento da discriminação são da classe C, com rendimento de dois a cinco salários mínimos, e estão estudando ou estudaram até o ensino fundamental.

POLÍTICAS PÚBLICAS

A pesquisa “Viver em São Paulo: Relações Raciais na Cidade” também mostra que, tanto para brancos quanto para negros, a impressão é a de que a gestão municipal pouco ou nada faz para tentar equiparar as oportunidades e diminuir o preconceito em São Paulo.

Em 2017, a Prefeitura de São Paulo, sob gestão de João Doria (PSDB), realizou cortes de secretarias municipais; dentre elas, a Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR), criada na gestão de Fernando Haddad (PT), em 2013.

A SMPIR tinha como finalidade criar, coordenar e articular programas, projetos e políticas públicas voltadas à ações afirmativas que promovessem a igualdade de direitos entre grupos étnicos-racial no município.

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