Acontece na Escola: Gestão de escola em Mairiporã lida com desinteresse de alunos

Yaristza Aparecida
Colaborou Humberto Müller

A escola Nide Zaim Cardoso localizada em Mairiporã, na Grande São Paulo, vem tendo problemas em manter o interesse dos estudantes e com um histórico em manter espaços fechados.

Receba nossa newsletter!

Um dos locais mais afetados é o anfiteatro, uma sala onde cabem até duas turmas e os professores a utilizam para passar filmes ou aulas de vídeo sobre as matérias.

Frequentemente esse lugar está sendo quebrado pelos próprios alunos e ficando fechado para conserto por uma ou duas semanas, porém depois de arrumado o problema volta a acontecer e o anfiteatro fica fechado de novo.

O anfiteatro permanece fechado após ter equipamentos quebrados (Yaristza Aparecida/Acontece na Escola/Agência Mural)

Só no mês de outubro, equipamentos da sala foram quebrados duas vezes, o que o deixou fechado praticamente o mês todo. Quem avisou os alunos foram os professores.

“Nós da gestão escolar e os professores estamos passando por sérios problemas em relação a esse assunto, pois pintamos a escola nas férias, limpamos as carteiras e arrumamos tudo para receber os alunos, mas após algumas semanas já tivemos paredes e mesas riscadas e também os acontecidos no anfiteatro”, diz a diretora Izabel Cristina Delsoto, 48.

A aluna Milene de Almeida Marques, 15, também sente-se incomodada com o ocorrido. “Faz um tempo que não usamos o anfiteatro e somos pouco informados sobre o assunto, só quando os professores precisam usar que descobrimos que está quebrado”, conta.

No momento o local está fechado pelo mesmo motivo e os professores não podem usá-la. A escola não informou quem foram os alunos que o quebraram e nem quem era o professor que estava utilizando a sala no momento em que aconteceu.

Em busca de soluções para tentar diminuir os acontecidos, a gestão da escola tem pedido a colaboração dos alunos para manter as salas e o anfiteatro limpo e conservado para que todos possam utilizar. Os professores estão mais atentos aos alunos quando a aula é no anfiteatro e, também, olhando sempre antes de sair pra ver se está tudo certo.

Leia a série de reportagens sobre o que Acontece na Escola.

Apesar dos problemas com o anfiteatro, a união das forças do grêmio estudantil junto com a direção da escola resultou na resolução de outro problema que incomodava parte dos alunos.

Na escola Nide Zaim Cardoso, a biblioteca quase todos os dias era mantida com as portas fechadas, o que desmotivava os alunos a irem até ela e pegar um livro. “Quando eu cheguei na escola no mês de agosto não via a biblioteca aberta todos os dias”, comenta o aluno Wendryll Luiz, 15.

Agora, a coordenação da escola tem reforçado convites aos estudantes para visitarem a biblioteca e pegarem livros emprestados. E não apenas isso. Tentando incentivar os alunos criados na geração tecnológica a se interessarem mais pela leitura, um projeto, criado pela professora Patrícia Santos, 36, propõe desenvolver o gosto dos alunos pelo mundo das palavras por meio das artes, como música e dança, e possibilitar a interação entre estudantes, professores e comunidade escolar.

“Esse projeto tem como ponto de partida atividades desenvolvidas dentro e fora de sala de aula, como a composição das poesias, montagem do cenário, ensaios de dança e apresentações musicais, trabalhadas nas diferentes áreas do conhecimento”, explica a professora Patricia Santos, 36. Dentre as atividades, está a realização de um concurso de poesias para os alunos.

Alunos que participaram do evento organizado pela professora Patrícia (Arquivo)

Esse projeto surgiu no CEFAM (Centro Especifico de formação e aperfeiçoamento do Magistério) de Franco da Rocha. Ele foi desenvolvido por um professor de Patrícia e ela o auxiliou na montagem.

“Fiz toda a montagem do projeto junto com a escola. Fui aluna e fui professora, então pra mim aquilo foi muito legal despertou em mim a vontade de levar esse projeto além por todas as escolas que eu passei”, lembra Patrícia.

O projeto ocorreu na noite do dia 23 de novembro. Com um evento aberto ao público, onde todos foram convidados a participar. Com apresentações de dança, música e até as outras poesias, a premiação ocorreu ao final e a noite acabou com a última apresentação de música. As famílias e amigos dos alunos estavam presentes.

Yaristza Aparecida é estudante da 1ª série do ensino médio na escola estadual Nide Zaim Cardoso
Humberto Müller é correspondente de Mairiporã

Essa reportagem foi produzida por uma participante do programa de bolsa de jornalismo Acontece na Escola da Agência Mural, no qual estudantes do ensino médio de escolas públicas da região metropolitana de São Paulo produzem conteúdo jornalístico sobre temas do cotidiano escolar. A iniciativa integra o projeto Mural nas Escolas.

1 thought on “Como o Juquery criou um estigma para Mairiporã e Franco da Rocha”

  1. Que lindo Ana Beatriz!
    Nos olhos e na voz dessas crianças é que realmente está a nossa esperança de um país melhor.
    Pessoas inocentes que conseguem enxergar o que muitos ignoram.
    É a vida de verdade,o sorriso estampado,o brilho nos olhos que mal sabem o que ainda vai ter que enfrentar.
    Um super abraço de toda família Centro Comunitário do Embura.
    Felicidades linda.

  2. Um raio x dessas pequenas Almas, que acreditam e sonham em um país onde tudo parece estar pedido, surge através da pureza e simplicidade o nascer da esperança dentro desses pequenos gigantes.
    Ainda vale a pena sonhar!

  3. Uma linda crônica, repleta de alma e total conhecimento do cenário atual de nosso país.
    São palavras assim que nos inispiram à lutar por mais um dia.
    Parabéns!!!

  4. Parabéns. Sou testemunha do seu ganho de saúde física, emocional e psicológica. Pois a bicicleta proporcionou a conscientização dos alimentos que lhe trazem energia e vitalidade e daqueles que intoxicam tirando o vigor pro esporte. Sua conquista de um corpo mais sadio e moldado também é digna de congratulações.

    1. Pessoa incrível, estudamos juntos e realmente sua história de vida é algo que muitas pessoas que tiveram a oportunidade de conviver um pouco com ele aprendeu muito.

  5. Fantástico ! Com todos percalços que a periferia oferece na prática esportiva, eis uma superação e motivação para deixarmos de ser sedentários ! Parabéns Mauro pela iniciativa !

  6. Olá,
    Gostaria de saber se a possibilidade de receber bolsa de estudos para esse curso em específico. Que Muito fazer, mas não possuo recursos no momento para investir.

    Desde já agradeço.

    1. Olá, Sheila! Muito obrigada pelo contato e interesse pelo curso. A atividade é oferecida pela faculdade, logo, vale tentar direto com a Fespsp a possibilidade de conseguir alguma bolsa.

  7. Paulinho, esta sim é a mais linda forma de Dizer Eu Te Amo Para um Pai!
    Você fez uma linda homenagem, para o Tio Paulo, que é Paizão de toda Família.
    Deus abençoe a todos os Filhos.

  8. Zorade, ai sim meu grande sobrinho, que homenagem de arrepiar.! Digo nunca vista, (é claro)pois cada um é um…Quanta sabedoria vestida de aparente ignorancia! O jeito de ser do meu irmao meio estranho, superou os grandes modos finos de criar seus filhos…Quanta riqueza de carater , de valentia também,ele apresentou a voce e a essa exelente Mae que te trouxe ao mundo…Familia pequena nas de grande peso..kkkk em todos os sentidos…No seu relato voce se esqueceu de falar sibre a bondade do coraçao dele…Tem umas histórias de caridade dele que admiro!…Parabéns pela homenagem ! Que Deus lhe proteja , que cada vez mais sua intelugencia seja ativada….abraços

  9. Olá boa tarde,
    Gostaria de parabenizar pela iniciativa e tbm Têmos que girar essa informação e cobrar de forma correta e pacífica dos responsável para tal , tendo em vista que somos moradores da região Têmos essas e outras dificuldades sendo que todos nós vamos receber visitas Nos próximos dias de político ou de seus prestadores de serviços prometendo o que não se cumpre ,uma vez que se não formos no dia votar somos obrigados a pagar multa e tenho certeza que todos nos não deixamos de pagar e quando se trata de olhar um pouco pra lado mínimo que é ,transporte, segurança, iluminação, etc.. Nos não temos respaldo ,então diariamente ouvimos relatos e acontecimentos que cada dia dificulta mais a vivência no bairro, só lembrando que mesmo sendo uma APA todos aqui são eleitores que seguem a risca com suas obrigações e o que queremos é o mínimo se iníciando pelo Respeito aos moradored e direito de ir e vir que já não temos mais.
    Att:
    Gilmar Rodrigues

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *