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Como a gingoterapia está ajudando idosos a manter atividades físicas nas periferias; ouça o podcast

Mestre Geraldinho resolveu dar aulas pelo facebook de gingoterapia, uma espécie de capoeira adaptada para idosos; o professor tem quase 400 alunos que pratica o esporte

Apesar dos desafios, manter os exercícios físicos em dia tem ajudado muita gente a passar pelo isolamento social neste período de pandemia do coronavírus

O Em Quarentena” conversou com o Mestre Geraldinho, professor de capoeira que dá aulas para idosos por meio da gingoterapia, esporte que ele criou adaptando a prática para os maiores de 60 anos. 

Basicamente, a prática mistura capoeira, brincadeiras e danças, muitas vezes conta com o som de instrumentos como o berimbau.

Antes da pandemia, o professor lecionava a gingoterapia para cerca de 400 alunos em Perus, Caieiras e também na Vila Piauí, no Jaraguá. Por meio de suas lives, muitos desses alunos voltaram a praticar o esporte em casa durante o isolamento social. 

Geraldinho explicou que a gingoterapia surgiu de uma necessidade que ele identificou em suas aulas. “Eu faço esse trabalho com a capoeira e no meio tinham alguns idosos que também praticavam [o esporte]. Mas era difícil  para os idosos acompanhar os mais jovens. Então comecei a fazer uma aula diferenciada, adaptada para a idade”. (ouça a partir de 01:39)

O mestre enfatizou ainda que o foco da prática é o gingado do corpo. Eles não precisam fazer tudo certinho, o importante é a movimentação do corpo, é o gingado. Surgiu essa ideia da gingoterapia e ela deslanchou, graças a Deus, e temos muitos alunos. Estamos oferecendo bem-estar para muita gente aí”. (a partir de 02:08)

Ele contou que durante o isolamento social começou a sentir saudade da rotina e pensou nas aulas online. Mas antes de iniciar, consultou os alunos. (ouça em 02:44)

O professor defendeu também que a prática diária de exercícios é importante e tem ajudado muitos idosos a passar de forma um pouco mais leve pelo período de pandemia. Inclusive, por causa do estresse de ter que ficar em casa. 

“O idoso não é muito de ficar parado. Quer sair, bater papo com os amigos, principalmente o grupo que a gente tem. É um grupo ativo mesmo, gosta de fazer os exercícios, de passear, viajar e agora ficou todo mundo em casa. Então vem aquele estresse de corpo parado”. (em 03:28)

Jandira Ribeiro tem 72 anos, mora em Perus, na zona noroeste de São Paulo e é uma das alunas da gingoterapia. “A gente usa o que tem em casa, cabo de vassoura, cadeira, lata de ervilha, um quilo de feijão e litro de óleo. Usamos como instrumentos para trabalhar as articulações de peso e movimento. O cabo de vassoura, por exemplo, nos ajuda a ter equilíbrio, para não ter perigo de cair”. (em 04:39)

Ribeiro comentou que estar perto do Mestre e dos colegas, mesmo que virtualmente, está sendo fundamental nesse período.

“Como a gente está isolado, sem encontrar com ninguém, sem poder abraçar e tocar, a questão do exercício e condicionamento físico nos ajuda a equilibrar isso, o corpo físico, mas também o emocional”. (em 05:26)

Para conhecer a gingoterapia e acompanhar as aulas, é só acessar a página do Mestre Geraldinho no facebook: Capoeira Adaptada para a Melhor Idade – Mestre Geraldinho.

Ouça este bate papo completo no Em Quarentena #48: Como a gingoterapia está ajudando idosos a manter atividades físicas nas periferias.

Podcast Em Quarentena

Viver em meio ao coronavírus não deve estar sendo fácil para ninguém. Imagina então para quem vive nas periferias. 

O “Em Quarentena” é o podcast especial que a Agência Mural de Jornalismo das Periferias criou neste momento da pandemia. Queremos informar, com notícias do dia a dia, quem mais precisa se virar meio a esse caos.

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Redação

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