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Número de mortes cai, mas Covid-19 mata 50 pessoas por dia em outubro na Grande SP

Região ultrapassa os 500 mil casos e tem 1.402 mortes no mês; número é menor do que meses anteriores, mas ainda exige cuidados

Não foi um mês fácil para mais de mil famílias espalhadas pela Grande São Paulo. Enquanto a abertura dos estabelecimentos tem ganhado mais alcance e as eleições 2020 tomam o noticiário, a Covid-19 ainda não está longe dos lares, sobretudo das periferias. 

Entre 29 de setembro e 27 de outubro, 1.402 pessoas morreram na região metropolitana vítimas da doença causada pelo novo coronavírus – para o qual ainda é impossível prever quando haverá uma vacina


Nas 39 cidades da região metropolitana, são 22,6 mil vidas perdidas desde o começo da pandemia. 

Contudo, esse panorama é melhor do que o visto em meses anteriores. Durantes meses seguidos, foram mais de mil vítimas por semana. O número de vagas nos leitos de UTI também tem se mantido abaixo dos 50%, segundo a Fundação Seade. 

Por conta dos leitos disponíveis, as cidades estão na fase verde do chamado Plano São Paulo, que permite a reabertura dos estabelecimentos com medidas de segurança.

Regiões mais afetadas pela Covid-19 na capital
Distrito Óbitos suspeitos Óbitos confirmados Total
Sapopemba 176 391 567
Brasilândia 131 340 471
Grajaú 133 313 446
Jardim São Luís 119 286 405
Cidade Ademar 124 279 403
Jardim Ângela 88 314 402
Sacomã 107 291 398
Capão Redondo 94 295 389
Jabaquara 121 264 385
Tremembé 123 240 363
Itaquera 97 259 356
Cidade Tiradentes 131 223 354
Fonte: Tabnet – Prefeitura de São Paulo

Além disso, há diversos dados ainda não concluídos sobre os impactos da pandemia. Mesmo sete meses depois do início da pandemia, só na capital, quase 5.922 mortes nesse período ainda são consideradas suspeitas – ou seja, não tiveram o resultado do teste que confirmasse ou descartasse a causa da morte.

Entre os distritos com mais mortes, todos estão localizados nas periferias – também são áreas mais populosas. Sapopemba, na zona sul, Brasilândia, na zona norte, e Grajaú, na zona sul, sozinhas somaram 1.044 mortes confirmadas – mais perdas do que todas as cidades da Grande São Paulo, exceto Guarulhos. No Brasil, só 16 municípios tiveram mais perdas.

O número de casos, que ultrapassou a marca dos 500 mil, liga o alerta para a necessidade de manter cuidados ao sair de casa, enquanto não há previsão sobre vacina.

*Correção: A reportagem citava que era o equivalente a uma vida por dia. Mas na verdade são mais de uma vida perdida por hora na região metropolitana nesse período. 

Paulo Talarico

Editor-chefe de jornalismo, cofundador e correspondente de Osasco desde 2011. Formado em jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, tem pós-graduação em jornalismo esportivo e curso técnico de locução para rádio e TV. Atualmente, estuda História na Universidade de São Paulo. Gosta de café, Osasco, livros, futebol e cinema.

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